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Os efeitos da pandemia na saúde financeira das organizações sociais

 

As organizações da sociedade civil têm atuado de forma decisiva para garantir o bem-estar das populações mais vulneráveis, tentando conter a pandemia nas comunidades e bairros mais pobres. No entanto, elas também são vítimas dessa crise, que não tem hora para acabar.

 

Todos os movimentos e ações do terceiro setor estão voltados à contenção da contaminação pelo Covid-19. Desde campanhas para arrecadação de recursos e doações de alimentos e insumos de higiene pessoal até a atuação presencial para atender a população mais vulnerável são iniciativas que acontecem nos quatro cantos do País, protagonizadas por pessoas (voluntários e funcionários) que atuam por causas distintas.

 

No entanto, como consequência da crise econômica que se arrasta há anos, muitas instituições têm perdido patrocínios e doações. Com a pandemia, essa escassez de recursos aumenta dia após dia, colocando em risco a funcionalidade de serviços essenciais para grupos e populações específicas.

 

Como manter funcionários, especialistas, benefícios aos assistidos, sem recursos? Essa equação não tem uma resposta simples e é por isso que as instituições que sobrevivem ao atual caos terão de buscar alternativas para manter sua operação, sem prejudicar aqueles que necessitam de seus serviços.

 

Para Rodrigo Alvarez, diretor da Mobiliza Consultoria, empresa especializada em captação de recursos e comunicação do terceiro setor, “algumas organizações precisam redesenhar suas ações”. Segundo ele, o cenário de médio prazo é incerto e, o que preocupa, “é que pouca gente está olhando para além do curto prazo. Quais políticas públicas de apoio às ONGs estão sendo pensadas para a crise e pós-crise?”, questiona e complementa: “Não podemos esquecer que as ONGs, muitas vezes, são as que mais conhecem a realidade das comunidades e suas necessidades e demandas. Ou seja, são potentes aliadas no combate a este e a qualquer outro desafio que o país tenha de enfrentar”.

A escassez afeta todo o tipo de organizações: as que vivem de doações de pessoas físicas, de realização de eventos, de recursos públicos etc., e as que se mantêm, basicamente, com aportes de empresas. “As empresas estão investindo no combate ao Covid-19, especialmente nas ações de Saúde e de Assistência Social. Provavelmente, cumprirão os acordos já fechados com as organizações sociais este ano. Mas e depois? Terão novos aportes para que as ONGs deem continuidade ao necessário trabalho que virá com os impactos da crise financeira?”, pergunta Rodrigo.

 

O consultor acredita que 2020 e 2021 serão anos difíceis, de recessão, que afetará ainda mais as famílias, principalmente as que sofrem com a falta de bens e serviços essenciais, faltas estas que as ONGs ajudam a minimizar com seu trabalho na ponta.  “Existem outras crises semelhantes ao coronavírus, nas periferias das grandes cidades, que vivem um isolamento social cotidiano, sem poder usufruir de seus direitos por não terem condições econômicas, de mobilidade, de saúde, de trabalho...”, alerta o consultor. “As organizações sociais assumiram um papel incontestável de lutar pela inclusão dessas pessoas, por isso são tão necessárias em nosso país”, conclui.

 

Cada um pode fazer mais 

 

Assim como as demais instituições de terceiro setor, a United Way Brasil (UWB) também vem atuando junto às comunidades mais vulneráveis para combater o avanço do Covid-19, mobilizando empresas e pessoas a contribuírem com essa causa (leia matéria sobre campanha, no link: https://www.unitedwaybrasil.org.br/vamos-juntos-contra-o-corona-v%C3%ADrus). No entanto, a UWB precisa manter sua equipe e os serviços que têm oferecido à população que atende por meio do programa Crescer Aprendendo, voltado a famílias de baixa renda com crianças até seis anos (fase da primeira infância).

 

Uma das formas de contribuir, que está nas mãos de pessoas físicas, mas é pouca utilizada por elas, é a doação do imposto de renda para causas sociais. Por isso, a UWB lançou uma campanha de arrecadação desses recursos.

A doação é simples e rápida e pode ser feita até 30 de junho. Ao finalizar a sua declaração na versão completa, clique em Resumo da Declaração e em Doações Diretamente na Declaração-ECA. Escolha São Paulo, na seleção do Estado. Tanto CNPJ quanto o valor para doar vão aparecer automaticamente na página. Selecione o valor que quer destinar ao Crescer Aprendendo. Imprima o darf e pague até 30 de junho. Por fim, a parte mais importante: envie o DARF e o comprovante de pagamento para o CONDECA com a mensagem que deixamos neste tutorial, com todos os detalhes da doação: www.bit.ly/IR_UWB

 

Contamos com sua colaboração para continuar atuando em favor do desenvolvimento integral na primeira infância, fortalecendo nosso trabalho para beneficiar as famílias que, após a crise, precisarão ainda mais de nosso apoio.