

Rogério Arns assume diretoria executiva da United Way Brasil
Inovar para promover o desenvolvimento comunitário é a proposta do novo diretor-executivo da United Way Brasil, Rogério Arns Neumann. Desde 4 de janeiro, o ex-integrante do conselho deliberativo assumiu este cargo, anteriormente ocupado por Fabio Cornibert, que continuará colaborando com a instituição.
Arns é formado em Administração de Empresas pela FAE Business School, de Curitiba (PR), e tem Mestrado em Desenvolvimento Internacional pela Saint Mary’s University, do Canadá. Além da formação acadêmica, ele agregará à UWB a experiência acumulada em quinze anos de atuação no Terceiro Setor, com passagens pela Coordenação Nacional da Pastoral da Criança e pela Fundação Odebrecht.
À sua trajetória, soma-se a participação no Conselho Diretor do IACD (International Association for Community Development), sediado na Escócia e com 76 países-membros, e o voluntariado da United Way na cidade canadense de Halifax, atuando no Conselho do projeto Success By Six. Também assessorou iniciativas de desenvolvimento comunitário.
Potenciais locais
O desafio brasileiro, segundo o novo diretor-executivo, é ampliar a capilaridade da ação da United Way pelo país afora, mobilizando mais empresas, instituições, pessoas e voluntários. Ele considera necessário, também, ganhar escala para atender mais comunidades e ajudar de maneira efetiva no desenvolvimento do Brasil.
Na área de investimento, Arns acredita que a UWB deve trabalhar na criação de um fundo comunitário, para valorizar as iniciativas locais. “Pouco se investe nas ideias dos moradores”, explica. “Ao ajudá-los, passam a ser protagonistas do seu desenvolvimento pessoal e comunitário.”
Mas ele destaca que não basta investir em desenvolvimento comunitário, mas observar com rigor a maneira como se procede em relação a essa proposta. “Há utilização dos potenciais locais? Reforçamos o protagonismo local? Conectamos a comunidade?”, questiona.
O novo diretor-executivo defende, ainda, maior acesso às informações. “Há muitas soluções e alternativas, mas elas não chegam a quem precisa. Pretendemos realizar seminários e oficinas para romper as barreiras. Assim também melhoraremos e aprimoraremos nossos conceitos”, salienta.