

Consultores da Bain & Company relatam primeiro dia como mentores
Ao longo de 2009, cerca de vinte voluntários da Bain & Company, empresa de consultoria, gestão e estratégia, participaram das mentorias Investir Vale a Pena (IVP) e Inglês, realizadas na capital paulista, nas instalações da PricewaterhouseCoopers, e sob a coordenação da United Way Brasil. É a primeira vez que a Bain desenvolve atividade de voluntariado corporativo.
Por meio dessa parceria, Rafael Patury, 27 anos, e Federico Oller, 26 anos, consultores da empresa puderam ministrar aulas de educação financeira para jovens entre 15 e 21 anos, ligados a projetos apoiados pela UWB. A seguir, eles relatam como foi a primeira experiência como mentores. Os jovens voluntários destacam o formato flexível do programa, a troca de experiências e o empenho dos participantes.
As Mentorias são projetos de formação, nos quais funcionários voluntários se habilitam a dar aulas para compartilhar conhecimentos e, assim, colaborar com a formação pessoal e profissional de jovens. Existem quatro tipos de mentorias: IVP, Inglês, Contabilidade e Departamento Pessoal. Cada aula é ministrada por, pelo menos, dois mentores.
Faísca para começar
“No dia 14 de novembro, vivi minha primeira experiência como voluntário. Há muitas pessoas que querem ajudar, mas falta um empurrãozinho. Soube dessa oportunidade por meio de um comunicado da empresa. Avisaram do programa com os jovens que estão tentando se inserir no mercado de trabalho. Mencionavam que para participar era necessário fazer uma capacitação e depois já se podia começar a dar aulas.
Achei excepcional; precisava dessa faísca. Às vezes, o dia-a-dia está tão corrido que a vontade de realizar um trabalho voluntário acaba ficando de lado. Você não sabe como contribuir. O programa de mentoria diz exatamente como você pode ajudar.
Esse primeiro dia como mentor foi muito gratificante. Consegui trocar experiências com os jovens. Ensinei sobre alguns conceitos básicos de finanças, impostos. Também falei sobre como avaliar uma proposta de trabalho. Acredito que essas informações lhes serão úteis no futuro.
Outro aspecto positivo é que os jovens estão realmente engajados. Prestam atenção em cada palavra. Não estão aqui obrigados. Realmente participam e querem se desenvolver profissionalmente. Além disso, o programa é bastante flexível. Só é preciso vir uma vez por mês. Descobri que gostaria de participar com mais freqüência.”
Rafael Patury, 27 anos, consultor da Bain & Company
Benefício de mão dupla
“Voluntariei-me porque posso ajudar. É um esforço pequeno. Não é verdade que somos voluntários por um ato de altruísmo. Na verdade, você vem aqui, você curte e aprende muito. Levo mais do que eu trago. É uma grande satisfação para mim.
Anteriormente, tive algumas experiências como voluntário. Fui padrinho de uma escola na Argentina. A sensação é parecida por estar ajudando as pessoas, mas há diferenças. Na mentoria, além do conteúdo bastante apropriado, há possibilidade de contar suas experiências aos jovens. Surpresos, eles começam a perguntar coisas que para você são normais. Você já passou por essa situação há uns cinco anos, no início da vida profissional. Agora eles estão no mesmo lugar que você estava.
O programa também permite o contato com voluntários que estão há mais tempo no mercado de trabalho. Isso é muito positivo pessoalmente. Pude ainda, por ser argentino, aproveitar para saber as diferenças entre os países em relação aos impostos relacionados ao emprego, salário, deduções. Foi um dia muito agradável.”
Federico Oller, 26 anos, consultor associado da Bain & Company, argentino que mora no Brasil há três anos