

Diretora Regional da UW América Latina elogia mentorias do Brasil
Maria del Rosario Sintes, diretora regional da United Way América Latina, veio ao Brasil em novembro para conhecer o programa de mentorias da United Way Brasil. A seguir, ela avalia essa experiência e explica o motivo para replicá-la em outros países. A diretora também aponta as expectativas e desafios do trabalho da UW nos países latino-americanos.
Como avalia o programa de mentorias da United Way Brasil?
Maria del Rosario – O Investir Vale a Pena é pioneiro para a United Way. Estou muito satisfeita com o que vi aqui. Tínhamos consciência de que estava acontecendo algo no Brasil. Agora, posso dizer com muita certeza: é uma proposta com um impacto muito positivo para jovens e voluntários. Vi os voluntários dispostos a ensinar os jovens e assim trabalhar por suas comunidades. Por meio da mentoria, os voluntários também conhecem melhor o que está ocorrendo. É impressionante como o benefício tem sido mútuo. Os jovens vêm ao curso e sentem que estão aprendendo algo que enriquecerá sua vida. Outro aspecto bem importante é que já temos casos de ex-alunos que passaram pela mentoria e conseguiram oportunidade de trabalho. Há testemunhos de que mencionar no currículo a participação no programa é um fator para contratação.
Há interesse em replicar o programa de mentoria na América Latina? Por quê?
– Sim. Quando há uma boa prática, queremos levar aos outros países. Um dos aspectos que temos de trabalhar em todos os processos de voluntariado é conseguir que a ação seja contínua, não pontual. Na experiência brasileira, vemos um exemplo de voluntariado recorrente. Aqui o contato entre jovens e voluntários tem sido permanente. Outro ponto positivo é a metodologia que permite ao voluntário um conhecimento prévio sobre o que vai fazer. Ele não fica perdido. Além disso, já há materiais didáticos e alguma documentação. Agora, devemos terminar de sistematizar esse programa e entregar aos outros países.
Como mobilizar mais apoiadores para UWB?
– Primeiro, é fundamental investir no entendimento da proposta da UW. Todos os programas têm vínculo muito efetivo com a comunidade e estão voltados para as suas necessidades básicas. Queremos, assim, mobilizar mais pessoas; protagonistas sociais que não doem apenas tempo, mas também aportes. Precisamos ainda dar garantias de que esse recurso será revertido em programas para o benefício de toda a comunidade.
Quais são suas expectativas para a United Way América Latina?
– Há um enorme potencial na América Latina. O processo apenas começou em muitos países. Há outros com maior experiência. Uma das metas é quadruplicar as arrecadações até 2015. Também queremos duplicar o número de pessoas que estão trabalhando conosco. Assim poderemos tornar cada vez mais o trabalho da United Way significativo para os países onde estão as organizações.