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16/11/2009

Rir e Educar chega a 22 unidades de educação infantil

Há três meses, 22 instituições de educação infantil da cidade de São Paulo participam do Rir e Educar, sendo 15 da Zona Leste e sete da Zona Sul. Esse projeto-piloto faz parte do programa de saúde bucal da United Way Brasil, desenvolvido em parceria com a Oral B e o Instituto Avisa Lá. O objetivo é formar e orientar os coordenadores de creches, EMEIs (Escolas Municipal de Educação Infantil) e CEIs (Centros Educação Infantil) sobre a necessidade dos cuidados com a boca.

Os gestores, por sua vez, devem multiplicar os conhecimentos, levando-os aos educadores e às famílias, tendo em vista a promoção de novos hábitos de higiene. A expectativa é que, no fim desse ciclo, com duração prevista de oito meses, o programa beneficie cerca de 6 mil crianças, de 0 a 6 anos, que vivem em situação de vulnerabilidade social.

Nos encontros mensais, os coordenadores são incentivados a realizar um diagnóstico da saúde bucal de sua unidade e recebem informações, por exemplo, sobre o modo de escovação correto e a quantidade necessária de pasta. A partir dessas informações, passam a elaborar um plano de ação.

Caminho certo
Com o projeto, começamos a olhar mais de perto essa questão”, conta Cledi Marlene Kopp, coordenadora da CEI Núcleo Parque Residencial Cocaia, localizado no distrito do Grajaú, na zona sul de São Paulo. “Ficamos surpresos com os problemas de cáries e com a escovação errada. Além disso, tivemos de sensibilizar os educadores para se apropriarem dessa tarefa”, conclui Cledi.

Segundo Gabriel Razzotti, diretor de marketing da Oral B, o comprometimento dos coordenadores demonstra a importância do acesso à informação nesse aspecto da saúde. “Essa postura também revela que estamos no caminho certo para promover mudanças positivas e melhorar a vida de todos os envolvidos no programa. Esperamos levar esse projeto para outras regiões”, explica o diretor.

Damaris Maranhão, integrante da equipe de formadoras do Avisa Lá e professora de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro (Unisa), acredita que o programa pode ajudar a reverter a situação precária da saúde bucal infantil. É que 60% das crianças menores de cinco anos têm cárie, de acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde entre os anos 2000 e 2004.

Para Damaris, o grande desafio está em garantir o atendimento odontológico das crianças com problemas bucais. “O acesso é muito difícil para populações pobres. Há ainda o esforço para convencer a família da importância do tratamento.”

O programa, de acordo com Razzotti, busca contribuir para uma maior conscientização sobre a relação existente entre problemas bucais e baixo desempenho escolar. “Além disso, um sorriso saudável é a chave para uma boa auto-estima”.

Outra linha de ação do programa é incentivar as instituições a buscar parcerias com dentistas, fonoaudiólogos e centros de saúde. “É preciso articular o trabalho de conscientização nas escolas e junto à família com as ações que visam ao atendimento”, finaliza Sandra Mello de Carvalho, consultora da UWB.

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