

Somos Capazes promove voluntariado com portadores de deficiências
A United Way Brasil (UWB) criou um novo projeto de voluntariado, voltado a portadores de doenças mentais leves, de 15 a 17 anos. A iniciativa, denominada Somos Capazes, adapta parte da metodologia já utilizada pela UWB no trabalho voluntário com crianças.
O piloto da proposta já teve três edições, realizadas com voluntários da Rohm and Haas e beneficiários da organização Jacareí Ampara Menores (JAM), localizada no município de Jacareí, em São Paulo. Atualmente, a JAM atende a cerca de 110 adolescentes com alguma deficiência. A entidade possui um programa de oficinas, que os prepara para o mercado de trabalho, além de oferecer atendimento médico e odontológico.
Diversão e aprendizado
Uma vez por mês, um grupo de voluntários vai até a sede da entidade e proporciona momentos de diversão para os jovens. Os voluntários interagem com os adolescentes, montando atividades que utilizam materiais recicláveis. “O objetivo final é fazer recreação, mas com algum tipo de aprendizado”, explica a gerente de voluntariado da UWB, Paula Crenn Pisaneschi.
Desde maio o trabalho acontece na manhã do último sábado de cada mês, das 8h às 12 h. Para Alberto Sella, funcionário da Rohm and Haas que participou da primeira edição, a experiência foi reveladora. “Tive oportunidade de conhecer uma realidade que, apesar de saber de sua existência, só acompanhava de longe”, afirma Alberto. Outro voluntário da Rohm and Haas, Deodato Pereira, relatou seu sentimento gratificante: “Vi tantos sorrisos sinceros que voltei para casa certo de que nossa ação contribuiu para a felicidade dos 20 jovens presentes”.
Antes de participarem do Somos Capazes, os voluntários passam por um treinamento. Ele ocorre no mesmo dia da atividade, entre 8h e 9h. É quando aprendem como fazer o trabalho a ser desenvolvido com os jovens. Eles também devem levar o material reciclado que será utilizado. No encontro do dia 27 de junho, por exemplo, para criar a brincadeira de Resta Um, foi necessário um quadrado de papelão, além de 30 tampinhas de garrafa. Nesse dia, participaram 8 voluntários e outros 20 adolescentes. “Em alguns poucos momentos de convívio, é possível resgatar e valorizar coisas simples e boas que o dia-a-dia acaba nos roubando”, relata Walter Silva, analista da Rohm and Haas.