

Arns agrega experiência na UW canadense ao Conselho Deliberativo do Brasil
A partir de agosto de 2009, Rogério Arns Neumann integrará o Conselho Deliberativo da United Way Brasil. Sua ligação com a instituição data de sua passagem pelo Canadá, onde esteve ligado a um projeto de transferência de tecnologia social. “Por três anos, fui voluntário na United Way da cidade de Halifax. Lá atuei no Conselho do projeto Success By Six, assessorei iniciativas de desenvolvimento comunitário, participei de conferências e fiz o curso Campaign Basics”, conta.
Rogério tem formação em Administração de Empresas pela FAE Business School, de Curitiba, e Mestrado em Desenvolvimento Internacional pela Saint Mary’s University, do Canadá. Há quinze anos atua no Terceiro Setor, com passagens pela Coordenação Nacional da Pastoral da Criança e pela Diretoria de Políticas Sociais da Secretaria do Planejamento da Bahia. Pertence ao Conselho Diretor do IACD (International Association for Community Development), com sede na Escócia, 76 países-membros e mais de 50 anos de trabalho em desenvolvimento comunitário. Atualmente, é assessor da presidência da Fundação Odebrecht, onde lidera parceria com a ONU no estabelecimento de um centro de excelência em governança participativa no Baixo Sul da Bahia.
Na entrevista a seguir, ele aponta os desafios da United Way no Brasil e indica como será sua contribuição como conselheiro.
Como encarou o convite para participar do Conselho Deliberativo da United Way Brasil?
Rogério Arns: Há treze anos conheci o movimento United Way e sempre visualizei seu enorme potencial no Brasil. Participar como conselheiro aqui será uma excelente oportunidade para contribuir. Em países como os Estados Unidos e o Canadá, a United Way é um dos principais investidores sociais. É a instituição que tem uma das melhores capacidades de mobilização, tanto local quanto nacional. No Brasil, nós não temos nenhuma outra instituição com este perfil e potencial. Na realidade, a nossa cultura tende mais a valorizar ações sociais finalísticas, de apoio direto aos beneficiários, e não de apoio a quem atua na área social para desempenhar melhor seu papel. Existem espaços e demandas para todos.
O que pretende oferecer como contribuição pessoal para a gestão?
– Trago uma perspectiva comunitária, a qual contribui para a efetividade do investimento social. É vital sabermos onde o investimento de nossos recursos e capacidades pode conseguir a sua maior diferença. Outra contribuição será a minha experiência com voluntariado, no desenho de programas e em mobilização social. Como já participei de projetos e cursos com a United Way no Canadá, minha presença estará referenciada por minha vivência cultural no ambiente United Way. Some-se a isso a rede de contatos que mantenho na área social, no Brasil e no exterior.
Quais os principais desafios e oportunidades que vê para a UWB hoje?
– O desafio é ampliar sua capilaridade: envolver mais empresas, instituições, voluntários e comunidades. Precisamos ampliar a relevância social da United Way, criando, assim, uma espiral positiva de desenvolvimento. Uma das grandes oportunidades é o capital social formado pelos seus associados, que trazem consigo inúmeros colaboradores com infinitas capacidades, talentos e desejos de um Brasil melhor. O capital humano e os recursos institucionais que podem surgir destas conexões tenderá a ser decisivo para muitas iniciativas comunitárias atingirem sua eficácia. A United Way Brasil pode ser uma ponte essencial para a união de mundos que não se conhecem, mas são complementares.