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1/04/2009

Rohm and Haas tem participação marcante na história da UWB

A empresa do setor químico Rohm and Haas ajudou a construir a história da United Way no Brasil. Ela foi a segunda companhia a se associar à instituição (a primeira foi a Procter & Gamble) e figura entre as cinco fundadoras no país. Nos anos iniciais de atuação cedeu uma sala para sediar as atividades da UWB. Além disso, seus funcionários foram os primeiros a contribuir com doações periódicas.

A coordenadora de comunicação para a América Latina da Rohm and Haas, Lissette Amado, teve atuação de destaque desde o início do apoio à UWB. Entre outras tarefas, atualmente, ela é a responsável pela edição e veiculação interna do boletim eletrônico do “Juntos Podemos”, um grupo interno de funcionários da empresa encarregado do desenvolvimento das atividades sociais ligadas à UWB.

Há dez anos na Rohm and Haas, Lissette Amado nasceu na Guatemala e vive no Brasil desde a década de 1980, quando veio para São Paulo estudar Letras na USP, instituição na qual se pós-graduou na área de marketing. A seguir, ela fala sobre a fundação da UWB, o apoio da Rohm and Haas e sua atuação voluntária.

Quando surgiu da idéia de fundar uma filial da United Way no Brasil?
Lissette Amado: Muitos expatriados freqüentavam uma igreja católica localizada na zona sul de São Paulo e doavam recursos para instituições ligadas a ela. Como os funcionários, em sua maioria, eram dos Estados Unidos, país onde a United Way é muito ativa, surgiu a idéia de se trazer uma filial dessa instituição para o Brasil. Isso aconteceu em 2001, época em que os fundadores se referiam à futura organização como United Way Brasil. Depois, decidiu-se que era necessário abrasileirar a entidade, e surgiu um nome em português: Associação Caminhando Juntos, que a organização sustentou até meados de 2008, quando voltou a utilizar a marca em inglês.

Qual foi o papel da Rohm and Haas na criação da United Way no Brasil?
– A Rohm and Haas foi fundamental no estabelecimento da filial brasileira da United Way porque, além de a empresa ter sido a segunda a se associar, seus funcionários foram os primeiros a contribuir com doações periódicas. Outro ponto importante é que, em seus primeiros anos de vida, a UWB ficou sediada em uma sala dentro da sede da Rohm and Haas, na zona sul de São Paulo.

Como você avalia o estágio atual da UWB?
– A UWB entra no ano de 2009 em sua fase adulta. Conheci a organização quando ela era ainda um embrião. Hoje, possui know-how para lidar tanto com organizações sociais como com empresas. Aprendemos, por exemplo, que, muitas vezes, a ONG não precisa de dinheiro, e sim de conhecimento técnico. E isso nós temos e muito. Acredito também que os novos projetos criados pela equipe técnica da UWB, como o Sucesso na Primeira Infância, têm tudo para virar referência para outras entidades sociais. A UWB está mais sólida do que nunca. Claro que há sempre pontos a se melhorar, mas acredito que ela está no caminho certo.

Você participa de atividades voluntárias promovidas pela UWB? Como é essa experiência?
– Comecei a atuar como voluntária dentro da UWB. Sempre quis fazer trabalho voluntário, entretanto, nunca soube como chegar à entidade certa. Sobre a experiência do voluntariado, eu acredito que é fundamental que o candidato a exercer uma atividade dessa natureza passe por uma preparação, como a que a UWB fornece semestralmente, e escolha algo que lhe dê prazer. Se isso não acontecer, o voluntário pode mais atrapalhar do que ajudar. E, dependendo da pessoa, um tipo de atividade é mais recomendado que outro. Eu, por exemplo, prefiro lidar com crianças e jovens. Atualmente, além de participar ativamente da Semana Caminhando Juntos, também integro o comitê de comunicação da UWB. A partir dessa experiência toda, tenho aprendido que, quando você doa alguma coisa boa, você tem um retorno incondicional: sua própria satisfação.

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