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10/03/2009

Treinamento capacita voluntários em São Paulo

Funcionários de diferentes empresas apoiadoras se reuniram em 14 de fevereiro, na Casa do Bem-Estar da PricewaterhouseCoopers, na capital paulista, para participar de um treinamento de capacitação de voluntários. Ao todo, 32 pessoas se candidataram a dar aulas nos cursos de 2009.

O evento de treinamento dos voluntários ocorre anualmente para que conheçam detalhes sobre o funcionamento do programa da UWB e tenham noções de didática, pois quem se interessa em ser mentor não precisa ter experiência em lecionar. A novidade deste ano é que, além da possibilidade de dar aulas nas mentorias — cursos de complementação da formação educacional de jovens —, os voluntários também puderam se habilitar ao trabalho voltado à área da infância, nova frente de investimento da United Way no país.

O dia começou com uma descontraída dinâmica de apresentação, na qual cada um contou um pouco de sua experiência profissional, sobre a empresa na qual trabalha, se já atuara no Terceiro Setor e as preferências nos momentos de lazer. O objetivo desse primeiro contato, segundo a gerente de Comunicação, Patrícia Diniz, foi fazer com que os futuros mentores se conhecessem e descobrissem afinidades. “Queremos que eles tenham um contato mais próximo, para, dessa forma, trabalharem como grupo e não individualmente”, comenta.

Em seguida, os voluntários foram divididos por área de interesse: IVP (Investir Vale a Pena), Inglês e Infância. Em cada grupo, houve dinâmicas e a apresentação de didáticas específicas, uma vez que o voluntário pode dar aulas para crianças ou jovens e terá de preparar suas aulas de modo adequado a cada público.

Exemplos da realidade
A convite da UWB, Benigna Alves Siqueira, coordenadora da ONG Pró-Morato, expôs aos voluntários as lacunas mais comuns na formação cultural dos jovens das periferias urbanas. “Apesar das diferenças entre as regiões pobres da cidade, algumas situações são comuns a todos, como a baixa qualidade da escola pública”, comenta Benigna. “Muitos jovens têm dificuldade em matemática, pois ficam meses sem ter aulas dessa disciplina.”

Outra forma de fazer os voluntários conhecerem a realidade com que lidarão foi por meio do depoimento de jovens que já passaram por cursos da UWB. “Quem busca oportunidades assim não tem condições financeiras para pagar por um curso do mesmo nível. Por conta disso, nos dedicamos muito às aulas”, explicou Patrícia Aparecida da Silva, de 20 anos, que já foi beneficiada pela ONG Obra do Berço e cursou a mentoria Inglês.

Patrícia viverá uma situação completamente diferente neste ano: ela e mais dois colegas foram ao treinamento também como voluntários para dar aulas de inglês. “Sou muito grata pelo que aprendi. Agora quero ajudar outros jovens e, ao mesmo tempo, manter contato com o idioma”. E ela não mostra hesitação frente ao desafio:“Tinha receio, mas a UWB oferece todo o material didático, e eu ainda contarei com um coordenador pedagógico formado para tirar dúvidas e aprender ainda mais”.

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